domingo, 25 de dezembro de 2016

Um passo de cada vez

Assim que confirmei a minha presença no jantar de Natal, soube que tinha que ir. Pensei várias vezes em não ir, arranjar uma desculpa de última hora, mas também sabia que essa não era a minha melhor opção. Por essa razão acabei por ir, ainda que muito desconfortável. 
Durante o jantar não consegui descontrair, nem por um minuto. Estava lá quase toda a gente, incluindo as pessoas de quem mais gosto no meu local de trabalho mas, devido à minha timidez, não consegui ir ter com elas nem iniciar uma conversa de forma natural. Acabei por passar a noite com as pessoas mais velhas, perdendo um bocado da diversão da mesa do fundo - onde estavam os colegas da minha idade, com quem mais me identifico. 
Sei que a noite poderia ter sido diferente. Podia-me ter sentado com os colegas da minha idade, se não fosse tão tímida. Podia ter-me rido das piadas deles e ficado lá mais tempo. Ao invés disso, passei a noite retraída e saí na primeira oportunidade que tive, assim que começou o bailarico. Não quis correr o risco de ficar mais tempo e ser chamada para dançar, situação que me aterrorizava só de pensar que podia ocorrer. 
Não me arrependo de ter ido. Antes pelo contrário, acredito que sair de casa para ir foi, por si só, uma vitória. Sinto-me feliz por ter comparecido pois, como diz a minha mãe, "quem não é visto não é lembrado".


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